Os três amigos
Publicado por Rui Passos Rocha em Novembro 18, 2007


Há coisas fantásticas, não há? «El presidente iraní, Mahmud Ahmadinejad, escribió una carta cargada de indignación a su par francés, Nicolas Sarkozy, en la que lo califica de “joven e inexperto”. Ahmadinejad, de 51 años, protesta en la misiva contra la propuesta francesa de que todos los socios europeos impongan sanciones contra Teherán por fuera de la ONU, informa el periódico “Le Monde”. La carta, que llegó el lunes al Elíseo, contiene amenazas y está escrita en un tono muy duro.» [1]
«Russia on Friday gave the clearest indication yet that it was ready to send uranium to fuel Iran’s first atomic power station, upping the stakes in a diplomatic crisis surrounding Tehran’s nuclear program. Russia’s state-run nuclear fuel producer said inspectors from the United Nations’ nuclear watchdog would later this month start sealing nuclear fuel bound for the Bushehr plant, a major step to shipping the fuel to the Bushehr plant in Iran. In a report on Iran issued on Thursday, the International Atomic Energy Agency (IAEA) said it had “made arrangements to verify and seal the fresh fuel foreseen (for Bushehr) on Nov. 26, before shipment of the fuel from Russia to Iran”.» [2]
«O Presidente venezuelano, Hugo Chávez, advertiu hoje os Estados Unidos sobre os riscos de ataques ao Irão e à própria Venezuela, nomeadamente a subida do preço do barril de petróleo até aos 200 dólares. “Se os Estados Unidos forem loucos o suficiente para atacarem o Irão ou agredir de novo a Venezuela, o preço do petróleo poderá chegar aos 150 dólares ou mesmo aos 200 dólares”, afirmou Chávez, durante o seu discurso na abertura da terceira cimeira da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), que decorre até amanhã em Riad, na Arábia Saudita. “O petróleo é a origem de todas as agressões”, continuou o chefe de Estado venezuelano, acrescentando que essa é a “razão subjacente” da guerra no Iraque e as ameaças contra o Irão.» [3]
Como tem vindo a ser periódica e estrategicamente feito nos últimos tempos por outras personalidades, «el general de división (r) del Ejército Alberto Müller Rojas afirmó este viernes que “la reforma (constitucional) amplía la democracia”. [...] A diferencia del pasado, cuando las leyes se hacían para los fines de la burguesía, ‘hoy se están haciendo las leyes para los fines del pueblo y el pueblo es el que tiene el poder”. [...] “Si la derecha logró quitarle las prestaciones sociales a los trabajadores en Venezuela, sí les quitó los ahorros a la clase media venezolana con la crisis bancaria y eliminó prácticamente los derechos humanos en Venezuela y todavía la gente quiere seguir votando por ellos, bueno que voten por ellos, esa es la voluntad de la gente’, acotó.» [4]
Todas as parecenças da ‘nova’ Venezuela com Cuba são coincidência: «In two weeks, Venezuela could be starting an extraordinary experiment in centralized socialism fueled by oil. By law, the workday would be cut to six hours. Street vendors, housewives and maids would have state-mandated pensions. And President Hugo Chávez would have significantly enhanced powers and be eligible for re-election for the rest of his life. [...] Chávez loyalists already control the National Assembly, the Supreme Court, almost every state government, the entire federal bureaucracy and newly nationalized companies in the telephone, electricity and oil industries. Soon they could control even more. But this is an upheaval that would be carried out with the approval of the voters. While polls in Venezuela are often tainted by partisanship, they suggest the referendum could be Chávez’s closest electoral test since his presidency began in 1999, but one he is still likely to win. “We are witnessing a seizure and redirection of power through legitimate means,” said Alberto Barrera Tyszka, co-author of a best-selling biography of Chávez. “This is not a dictatorship but something more complex: the tyranny of popularity.”» [5]
«Para contornar a oposição da Assembleia Nacional, convocou (em 1999) um referendo que lhe permitiu instituir uma nova Assembleia Constituinte e dissolver a antiga Assembleia Nacional. Alargou o número de membros do Supremo Tribunal e infiltrou-o com juízes da sua confiança. Assumiu o controlo do petróleo venezuelano e utilizou as receitas para criar serviços públicos paralelos (as misiones) dominados pelos seus partidários. Convocou um referendo que lhe deu mais poder sobre os sindicatos e criou um sindicato paralelo constituído por sindicalistas da sua confiança. Recusou-se a renovar a licença de uma televisão que lhe era hostil e criou para si próprio um programa diário de propaganda na televisão pública. Está a criar um exército paralelo com base nas suas milícias privadas. Está a governar por decreto desde Janeiro, porque a Assembleia Nacional, constituída exclusivamente por chavistas, atribuiu-lhe uma autorização legislativa praticamente ilimitada. [...] Os venezuelanos fizeram as opções que os estão a conduzir à ditadura. Isto só foi possível porque a Venezuela se transformou numa democracia sem quaisquer limites ao poder da maioria. [...] Pode-se argumentar que se o povo venezuelano votar pela instituição definitiva de um ditador, tem o que merece. Mas tem se se ter em conta que a minoria não merece ser conduzida à ditadura pela maioria.» [6]