O filtro

Política e sociedade. Por Rui Passos Rocha

Arquivo para Dezembro 3rd, 2007

“Não” ao umbiguismo

Publicado por Rui Passos Rocha em Dezembro 3, 2007

FOTO: FLICKR

Embalado por uma escalada umbiguista, Hugo Chávez foi ontem chamado à atenção por um povo que não terá apreciado as recentes posições e reivindicações do líder. Dom Juan Carlos, Álvaro Uribe e o já acostumado George W. Bush foram os destinatários da maior parte da retórica de um bolivariano extremista convencido de que a escalada dos preços do petróleo pode comprar o isolacionismo a que se está a votar.

Chávez perdeu, por 2% apenas, o referendo para a alteração da Constituição da Venezuela. «Venezuelans have rejected President Hugo Chávez’s bid to win new powers and run for re-election for decades to come in an unprecedented defeat that could slow his socialist revolution in the Opec nation. On a fiercely contested referendum on Sunday, voters said “No” to reforms that would have scrapped term limits on Chávez’s rule, given him control over foreign currency reserves and boosted his powers to expropriate private property. Chávez conceded defeat shortly after election officials said early on Monday that the “No” camp had about 51% of the vote and that the president scored only about 49% support.» [cf. Mail & Guardian]

Uma coisa é certa: As instituições políticas venezuelanas não são ainda totalmente submissas («el bloque del “no” [...] reconoció que la votación se realizó en un proceso normal» - cf. Prensa Latina) ao proto-ditador e os eleitores estão atentos ao exagero chavista no que toca ao anti-americanismo e ao anti-fascismo, que aplica mesmo nas situações mais impróprias e rotula nos políticos menos indicados (veja-se o caso de Aznar). Foi isso que o derrotou, porque Chávez continua a contar com o apoio de todos aqueles a quem se destinam os seus programas sociais elaborados com recurso aos exorbitantes lucros do petróleo.

Não sejamos, portanto, inocentes ao ponto de dizer que «el triunfo del “no” en el referendo de Venezuela “es el principio del fin” del “régimen tiránico”» de Chávez, como fez hoje o ex-Presidente da Bolívia, Jorge Quiroga [cf. El Universal]. A popularidade do Presidente venezuelano continua em alta (e o seu populismo também). A oposição, essa, sabe perfeitamente que este não é “o princípio do fim”, pelo que já apelou a uma reconciliação política: «Líderes da oposição venezuelana adotaram um discurso de tom conciliador. Governador do Estado de Zulia e ex-candidato presidencial, Manuel Rosales, disse que espera “que este resultado sirva para que busquemos a paz e a harmonia na Venezuela”. Discurso foi repetido pelo oposicionista Leopoldo López, prefeito de Chacao, um dos municípios que compõem o Distrito Metropolitano de Caracas. “Esse é o momento para nos reencontrarmos, todo o povo”, disse. “Poderemos sentar com o presidente para ver qual é o projeto de país que ele quer para todos os venezuelanos.”» [cf. Estadão]

Também a imprensa permanece - relativamente - livre na Venezuela. «“Derrotada la reforma” (TalCual) , “Rechazada la reforma” (Últimas Noticias) , “El soberano habló” (El Universal) , “Venezuela dijo no” (El Nuevo País), “Referendo reñido” (Vea) y “Ganó Venezuela” (2001), reseñaron los titulares de los principales matutinos del país.» [cf. El Universal]

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[TD] Guerra indo-paquistanesa de 1971

Publicado por Rui Passos Rocha em Dezembro 3, 2007

FOTO: BHARAT-RAKSHAK
FONTES: INDO-PAKISTANI WAR OF 1971, WIKIPEDIA (INGLÊS) | DAY BY DAY COVERAGE OF THE 1971 INDIA PAKISTAN WAR, THE LIBERATION TIMES

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